Entrevista com Flávio Carneiro

Jornal Tribuna do Planalto (Goiânia), 24/08/2008.
Entrevista concedida a Raphaela Ferro.

Há quase 30 anos morando no Rio de Janeiro, o goianiense Flávio Carneiro já não se acostuma facilmente com a capital goiana. O tempo seco difere da umidade de Teresópolis, cidade carioca em que vive. Flávio, hoje crítico literário, pós-doutor, professor universitário e escritor consagrado, saiu de Goiânia aos 18 anos mais para viver novas experiências do que para fazer o curso de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), onde hoje é professor. Em entrevista ao suplemento Escola, o escritor relembra o primeiro incentivo vindo do pai e da mãe com a contação de histórias e a encadernação amadora de pequenas histórias reescritas por ele. Independente da faculdade, ele confessa que foi a vontade de ser escritor que o levou ao Rio de Janeiro. O jovem goiano se transformou em um escritor que habita diversas áreas da literatura. Ele já escreveu para crianças, jovens e adultos e é autor de novelas, romances e contos. Para o próximo ano, revela que pretende lançar um livro de crônicas sobre o futebol.

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No mundo das letras

Jornal O Popular (Goiânia), 05/11/2007.
Entrevista concedida a Renata dos Santos.

Flávio Carneiro é escritor, ensaísta, roteirista e professor de literatura brasileira da UERJ. Publicou vários livros, entre contos, romances, crítica literária, novelas para crianças e jovens. Ganhou prêmios literários como o Octavio de Farias, da União Brasileira de Escritores, na categoria melhor livro de contos, com a obra Da Matriz ao Beco e Depois (Rocco). Recentemente, seu romance A Confissão (Rocco) foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Zaffari & Bourbon. Com o romance inédito A Distância das Coisas, venceu o Prêmio Barco a Vapor, o maior do País para ficção inédita voltada para crianças e jovens. Este goianiense falou ao POPULAR sobre literatura, a vida no Rio de Janeiro e sua ligação com a terra natal.

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Não faço críticas de autores ruins

Jornal Zero Hora (Porto Alegre), 28/08/2007.
Entrevista concedida a Cleber Bertoncello.

Flávio Carneiro, 45 anos, é escritor, professor de literatura, crítico literário e roteirista. Goiano radicado há muitos anos no Rio de Janeiro, ele ministra, dentro da 12ª Jornada de Literatura, o curso A ficção brasileira do início do século XXI, de hoje até sexta-feira, e participa hoje, às 19h30min, do debate Arte e Entretenimento, no Circo da Cultura. Ele foi um dos finalistas do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura.

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Entrevista com Flávio Carneiro

Site Armadilha Poética (www.armadilhapoetica.com.br), 15/02/2007.
Entrevista concedida a Aline Aimée.

Ficcionista, ensaísta e professor de literatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o goiano Flávio Carneiro é figura referencial no que diz respeito ao estudo da literatura contemporânea. Sua contribuição crítica é freqüente nos suplementos literários de diversos jornais e em revistas especializadas.
Em “No país do presente”, Flávio elege e explica o termo “pós-utópico” (usado originalmente por Haroldo de Campos) para designar a literatura produzida a partir da década de 80 – período carente do “princípio-esperança”, isto é, de um posicionamento contrário a certa postura ideológica. Ao contrário dos modernistas, que se opunham à aristocracia e à “mesmice burguesa”, ou da geração seguinte, que combatia o atraso político, a opressão e as desigualdades sociais, à literatura pós-utópica cabe a revisão crítica da utopia, bem como uma postura multifacetada que se atém ao presente em vez de tecer objetivos que almejem à transformação do futuro.
No plano ficcional, Flávio desenvolveu a modalidade policial e o romance fantástico, além de ter publicado cinco livros infanto-juvenis e escrito dois roteiros cinematográficos.
Saiba mais sobre o autor em www.flaviocarneiro.com.br

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Conversa com o escritor Flávio Carneiro

Revista Bula (www.revistabula.com.br), 27.02.2007
Entrevista concedida a Flávio Paranhos.

Flávio Carneiro nasceu em Goiânia, em 1962, e mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 80. Escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura, é um dos mais importantes autores dos anos 90. Em entrevista a Flávio Paranhos, ele fala de literatura, de cinema, de preferências, e não esconde a ligação afetiva com Goiás.

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Me escute, por favor

Jornal Rascunho. Curitiba, novembro de 2006.
Entrevista concedida a Rogério Pereira.

A declaração de Milton Hatoum na capa deste Rascunho (“O mundo, para mim, sem a literatura, viraria algo muito chato. Uma coisa sem sentido. Hoje, sem a literatura, não sei o que eu faria. Não faria nada. Seria um bestalhão.”) pode soar como um grande disparate para Flávio Carneiro, autor do recém-lançado A confissão. Doutor em literatura brasileira, esse goiano de 44 anos está longe de considerar a literatura uma das coisas mais importantes desta vida. Prefere o futebol. Parece ecoar como uma bela provocação. “Kafka dizia que a única coisa que lhe interessava era a literatura. Gosto de Kafka, mas não acho que a literatura seja a melhor coisa já inventada. Há coisas mais interessantes. O futebol, por exemplo”, diz com certa ironia. O gosto pelos gols e dribles em nada atrapalha a sua produção literária. Prova disso é a trama de A confissão – romance que o consolida entre os mais importantes autores contemporâneos brasileiros, ao lado do próprio Hatoum e de Cristovão Tezza, Miguel Sanches Neto e João Gilberto Noll, entre outros.
A confissão é uma história estranha. Suas boas doses de fantástico/mágico denunciam o apego de Flávio Carneiro a autores como Borges. Trata-se de um romance se sobrepondo a outro. Ou, então, de muitas histórias dentro de uma história. Uma espécie de roda permanentemente em movimento. A começar pelo protagonista, cujo nome não se sabe e que tem como primeiro objetivo contar uma história. Mas são muitas delas. Estranhas, engraçadas, tristes. Tudo num ritmo dos mais alucinados. Ao leitor, cabe embarcar nessas inúmeras viagens por um mundo estranho e sedutor. O protagonista – que durante muito tempo sobreviveu vendendo livros roubados – amarra uma mulher a uma cadeira e deseja lhe contar algo. A primeira frase do livro é: “A senhora me escute, por favor”. É também um convite ao leitor. Recomenda-se aceitá-lo.
A partir daí, somos conduzidos a situações que vão se misturando, se complicando um pouco mais, se resolvendo, sempre em busca de uma resposta. A mulher presa à cadeira e os leitores se perguntando: “Aonde tudo isso vai nos levar?”. A cada página aumenta a curiosidade para se desvendar o misterioso seqüestro. Quem é o estranho protagonista contador de histórias? Qual será o fim da indefesa senhora na cadeira? Com uma prosa segura e eficiente, o autor nos dá uma convincente resposta.
Nesta entrevista concedida por e-mail, Flávio Carneiro fala sobre sua literatura, sua atuação como crítico literário, a formação dos leitores, literatura policial e, quase nada, sobre futebol.

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Mosaico Literário

Jornal O Povo. Fortaleza, 05.11.2006
Entrevista concedida a Amanda Queirós.

Ela sobreviveu à cultura de massas, à cultura das mídias e à cultura digital. Desde seu surgimento, a palavra escrita se consolidou como um dos elementos culturais mais resistentes. Mesmo a contragosto das previsões mais catastróficas, que pregavam o seu fim com o advento dos veículos de massa e do apelo crescente da imagem, ela conseguiu driblar as especificidades de cada era. Com a popularização da internet, a palavra se vingou. Dessa forma, ela se transformou no suporte primordial das informações contidas na rede, ganhando ainda mais força ao contribuir para a livre troca de idéias e para revelar novos escritores.
Neste início de século, no Brasil, a palavra reproduz-se em forma de ficção, romanceada em contos ou novelas. Nesse universo, não há mais modelos a serem seguidos, escolas estéticas nas quais embasar as criações literárias. O experimentalismo toma conta dos textos. A criatividade está livre e o desafio não é desafiar a moral ou quebrar paradigmas, mas realizar, simplesmente, uma “obra de fôlego”.
Esse é diagnóstico do professor de literatura brasileira Flávio Carneiro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em 2005, ele lançou No País do Presente: Ficção brasileira no início do século XXI. O livro é um desdobramento da tese de pós-doutoramento do professor, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). São 65 resenhas que percorrem a literatura produzida no Brasil entre 2000 e 2004, numa amostragem do que vem sendo realizado pelos escritores contemporâneos. O trabalho acaba servindo como uma bússola para aqueles que pretendem se orientar em um universo criativo cada vez mais difuso.
Afinal, ao mesmo tempo em que a internet ajudou a divulgar as obras de novos autores, ela também contribuiu para dispersar essa produção. Assim, a dificuldade em garimpar esses talentos permanece. No entanto, para o professor, isso é o de menos – as possibilidades de abordagem e penetração continuam sendo mais amplas. Apesar de não ter originado nenhum novo gênero literário, a rede proporcionou um novo olhar sobre as obras realizadas no País. Em entrevista por e-mail ao Vida & Arte Cultura, Flávio aponta a preferência nacional pelo romance e mostra-se otimista com a diversidade temática encontrada hoje no Brasil.

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Entre a ficção e a crítica

Jornal do Brasil, 27.06.2005
Entrevista concedida a Cláudia Nina

Professor de literatura brasileira da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), autor de ficção (O campeonato, Lalande, entre outros) e ensaísta, Flávio Carneiro é também um raro exemplo de crítico que consegue escrever para um público amplo, fora dos muros das universidades, sem com isso empobrecer o texto. Pelo contrário. Flávio não parece ter a pretensão de dificultar demais a leitura de suas resenhas só para parecer erudito. Nos textos críticos publicados nos suplementos literários do país, o autor revela grande capacidade de fazer a ponte entre o leitor e as reflexões teóricas nascidas muitas vezes em sala de aula. Uma seleção deste material foi reunida em No país do presente: ficção brasileira no início do século 21 (Rocco), desdobramento de uma pesquisa de pós-doutoramento e da atividade crítica regular de Flávio nas páginas dos jornais. São resenhas sobre obras de ficção brasileira publicadas nos últimos cinco anos, numa seleção que reúne tanto nomes já consagrados, como Rubem Fonseca, Luís Fernando Veríssimo e Nélida Piñon, como autores da nova safra, como Joca Reiners Terron, Adriana Lunardi e João Carrascoza. A introdução, intitulada ”Das vanguardas ao pós-utópico: ficção brasileira no século 20”, contextualiza os textos que seguem, todos sempre amparados por um sólido conhecimento literário. Para Flávio, ”uma das principais funções do crítico é apresentar a obra ao leitor de forma clara, precisa, buscando sempre um olhar original, um ponto-de-vista diferenciado, e também contextualizando a obra, dizendo que espaço ocupa no campo mais amplo da tradição e no panorama atual. Tudo isso ele pode conseguir na resenha”, diz.
Em No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI. que também pode ser lido como um guia da literatura brasileira contemporânea, Flávio Carneiro consegue certamente muito mais do que isso. O livro é aula aberta a qualquer leitor que se dispuser a participar de um delicioso diálogo crítico.

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Ficção 21

Correio Brasiliense, 11.06.2005
Entrevista concedida a Sérgio de Sá
 
O professor, ensaísta e escritor Flávio Carneiro acaba de lançar No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI (Rocco), uma coletânea de 65 resenhas de romances, novelas e livros de contos publicados entre 2000 e 2004, de autores novos e consagrados. Alguns dos textos apareceram anteriormente em jornais do país. Foram três as perguntas feitas ao autor.

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Literatura brasileira hoje

Estado de Minas, 28.05.2005
Entrevista concedida a Carlos Herculano Lopes

Resultado do desdobramento de uma pesquisa de pós-doutorado e de publicações críticas em jornais e suplementos literários nos últimos cinco anos, o escritor e professor de literatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Flávio Carneiro, acaba de lançar No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI (Editora Rocco), no qual faz um balanço do que foi a literatura brasileira no século XX, e tenta mapear o que está sendo produzido atualmente. Para realizar esse trabalho, ele selecionou 65 livros de autores, gerações, regiões e estilos variados. “Quanto ao critério de seleção das obras que foram analisadas, não cedi a apelos midiáticos e tampouco levei em conta o nome do escritor”, afirma Flávio Carneiro, em entrevista ao repórter Carlos Herculano Lopes.
 

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Literatura para despertar

Por Adalto Novaes
Diário da Manhã. Goiânia, 17.08.1999

Os caminhos que levam o pensamento para os lados da investigação, alterando com sutilezas a maneira de enxergar a paisagem do mundo, encontram seu fio condutor onde menos se espera.
Um livro infantil, rotineiramente associado a peripécias inocentes e angelicais, pode subir degraus além de suas primeiras intenções lúdicas e didáticas, para provocar no leitor o salto e a pirueta no trapézio da curiosidade. Uma vez assumida a iniciativa, com todos os perigos de uma realidade modificada pela descoberta do inaudito, a dimensão da busca pelo saber passa a não ter limites. Continuar lendo Literatura para despertar

Livro de estréia traz a experiência de situações surreais pelas ruas da cidade

Por Maria Fernanda Faria
Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 14.05.1994

Todo livro de estréia acaba sempre por revelar um pouco a que influências seu autor está sujeito. É como se o sucesso da iniciação dependesse, em parte, destas mesmas influências. Sorte de Flávio Carneiro e de seu Da matriz ao beco e depois. Estavam em boas mãos: Calvino, Borges, Casares, Rubem Fonseca.
Rubem Fonseca, aliás, parece ser a grande inspiração, emprestando seu Mandrake a “Tardes de verão”. No conto, o último do livro, Mandrake trabalha para a Mandrake & Fonseca – Investigações. Também a entrevista que Nelson Filho, alter-ego de Flávio Carneiro, concede ao Le Monde parece inspirada pelo conto “Intestino grosso” (Feliz ano novo). Continuar lendo Livro de estréia traz a experiência de situações surreais pelas ruas da cidade

Blogueiros na berlinda

Jornal do Brasil, 27.11.2004
Entrevista, concedida juntamente com Italo Moriconi, a Paula Barcellos

Está na moda discutir, tanto na academia quanto nos jornais – sem contar os inúmeros sites e blogs espalhados Brasil afora – a existência da chamada geração 00 de escritores brasileiros. Se ela existe ou não, se a nomenclatura ou o rótulo é contundente, só o tempo vai dizer. Mas é fato que há um grupo de jovens autores publicando seus livros, movimentando o marasmo da crítica e, principalmente, dando muito o que falar – e falando muito também.
Há aqueles que acham uma afronta a expressão ”literatura de blog” ou ”blogueiros”. Mas existiria definição mais pertinente para uma Clarah Averbuck, por exemplo? Pois bem, para não instigarmos apenas novos determinismos ou polêmicas infundadas e até cabotinas, convidamos os críticos literários e também escritores, Flávio Carneiro e Italo Moriconi, para um bate-papo sobre o que anda acontecendo na prosa brasileira contemporânea.

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Incursão pelo romance policial

O Popular, 18.08.2002
Entrevista concedida a Nádia Timm
“Cada livro é uma nova batalha”, diz Flávio Carneiro, por telefone. O escritor goiano vai lançar O Campeonato, terça-feira, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde reside há 20 anos. O seu primeiro romance policial também vai ganhar noite de autógrafos em Goiânia, na Fundação Jaime Câmara, no início de outubro. Com seis livros publicados e vários prêmiros, o autor, que começou a publicar aos 24 anos de idade, pontua, em entrevista a O Popular, questões ligadas à produção do romance policial no Brasil e no mundo. Professor de literatura, Flávio Carneiro, que não esconde a ligação afetiva com Goiás, fala sobre os rumos da literatura contemporânea e faz críticas aos livros de Paulo Coelho, agora imortal da Academia Brasileira de Letras. 

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